Luciana Varella

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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Professora licenciada em Letras, regitrada no Sinpro-Rio,nº46.752-9. ____________________ University Estácio de Sá – Rio De Janeiro – RJ. Bachelor and License in Language: Portuguese and English Date: 2000-2005 Masters Degree incomplete in Linguistics. University Of Porto – Portugal Date: 2007 SKYPE luciana2908 Facebook: http://www.facebook.com/luciana.varella.wup __________________________ Habilidades: -Aulas para escolas tradicionais; -Aulas particulares; -e-learning (ensino a distância) de Língua Portuguesa para Falantes de Inglês; -Cursos preparatórios em geral; -Aulas de Língua Inglesa Instrumental, Gramatical e Conversação; -Apoio escolar em Língua Portuguesa e Inglesa; -Revisão e redação de textos publicitários; -Confecção de materiais didáticos; -Pesquisas gramaticais e lingüísticas. ________________________ Working with e-learning if the student is not in my hometown. I offer the Teaching Service of Native Portuguese Language for people who need to learn it. Public served: English speakers. Private classes as a Portuguese/English Tutor for students who need a school support on Elementary / Middle / High school.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Fonética em Língua Inglesa

Caros alunos, para cada palavra há uma representação dos fonemas que compõem a mesma. E dependendo de como e onde as letras se posicionam, o fonema é alterado, mesmo que sejam letras iguais. Muita atenção!! Segue a tabela com o exemplo da combinação das letras versus o fonema que as mesmas geram nas construções.



domingo, 2 de setembro de 2012

Projeto EXPRESSAR

Definitivamente, após anos de engavetamento do meu Projeto Social, todo escrito por mim; consegui através do iBase um primeiro contato para que ele saia do papel e passe a ser prática.
O projeto tem 3 pilares principais:
1- Posicionar, conscientizar o indivíduo enquanto ser social que interage e compõe a Cidade de Deus. Trabalhando seu caráter, auto-estima e instrumentalizando-o para o mercado de trabalho.
2- Capacitação para pôr em prática tudo aquilo que está suprimido em seu conhecimento. Sendo o mesmo indivíduo o autor e o descobridor de sua própria importância dentro da comunidade e formador de opinião dentro da mesma, de maneira a circular e expressar entre os subgrupos uma linguagem compreendida por todos.Também resgatando sua identidade no seu próprio meio e perante o todo.
3- Projeção desse indivíduo enquanto pessoa, formador de opinião e ser integrante da comunidade na qual está inserido, não só dentro da mesma, mas no todo globalizado, no mundo que o mesmo desconhece.E que após todo esse processo, ele terá visibilidade não só em seu meio, mas no mundo, desconstruindo ele mesmo aquele 'senso de incapacidade' bem como a imagem que era vendida para o todo o mundo sobre: o que é a Cidade de Deus?


O restante, é surpresa... cenas dos próximos capítulos. Vamos ver o que acontece.
A minha intenção com esse projeto é de que a Cidade de Deus seja um Pólo acolhedor e celeiro de jovens preparados para o mundo globalizado, para dar voz a essas pessoas que não têm acesso à Língua Inglesa, porque normalmente esta é oferecida de maneira insuficiente pela escola regular. Indo mais além, este grupo é desprovido de subsídios para estudar em cursos que o instrumentalize na Língua Inglesa, a qual hoje se faz necessária para interpretar o mundo globalizado. Quem não domina Inglês já é considerado analfabeto global.
Que tudo dê certo!!!! Venceremos
Conto com ajuda do iBase
Mas se qualquer Secretaria quiser abraçar a causa após conhecer meu projeto, já é um grande passo.

Quero agradecer ao Eduardo do iBase que me ouviu e abriu as portas para q isso fosse possível.
Sozinha, não conseguirei nada... preciso de todos vocês.


Abraços
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"A Língua Inglesa é o 'Latim' do Século XXI." By Luciana Varella

Native Portuguese Teacher for English Speakers



terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Vamos aprender os nomes das cores em inglês?

Hino Reino Unido - God Save the Queen

Números em inglês - de 0 até 10

Hino do Reino Unido

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=16b2b5cgZTk
God save our gracious Queen, Long live our noble Queen, God save the Queen: Send her victorious, Happy and glorious, Long to reign over us: God save the Queen. Thy choicest gifts in store, On her be pleased to pour; Long may she reign: May she defend our laws, And ever give us cause To sing with heart and voice God save the Queen. O Lord, our God, arise, Scatter thine (or her) enemies, And make them fall: Confound their politics, Frustrate their knavish tricks, On thee our hopes we fix: God save us all. Not in this land alone, But be God's mercies known, From shore to shore! Lord make the nations see, That men should brothers be, And form one family, The wide world over. From every latent foe, From the assassins blow, God save the Queen! O'er her thine arm extend, For Britain's sake defend, Our mother, prince, and friend, God save the Queen!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Conhecendo a pronúncia das letras do alfabeto em Inglês

ENSINO DE LÍNGUA INGLESA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Essa questão deve ser repensada não só pelo Ensino Universal, mas pelos pais dos que recebem as informações de uma Segunda Língua. O estímulo deve também ocorrer em casa, independente se esse aluno frequenta ou não um curso de idiomas. No mundo em que vivemos o código está cada vez mais diversificado e quanto mais cedo o indivíduo é exposto a outras línguas, maior será sua capacidade de interpretação de mundo. Por mais que não domine o idioma por todo, mas não ficará "às escuras" sem saber o mínimo contido na mensagem. Parabéns a colega Érica Souto, que teceu a ideia de forma muito clara! ENSINO DE LÍNGUA INGLESA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: MODISMO OU BENEFÍCIO? Érica Souto de Abreu Brilhante Noam Chomsky, um dos mais importantes lingüistas, afirmou que a capacidade dos seres humanos para falar é geneticamente determinada, faz parte do código genético da espécie, ou seja, “a aquisição da linguagem é simplesmente um processo de desenvolvimento de capacidades inatas, de modo que os meninos e as meninas aprendem a falar da mesma forma que os pássaros aprendem a voar”. (COLL et alii, 1995:70) Inicialmente a criança faz analogias e tentativas de uso, para só depois compreender e internalizar as estruturas lingüísticas. Por exemplo: ao dizer “eu fazi” a criança não errou ela está apenas estabelecendo uma relação com os demais verbos que ela sabe que terminam com i, como “recebi”. Da mesma forma, ela faz tentativas para construir o masculino e o feminino das palavras, ela pode dizer “o colego” ao invés de “o colega”, fazendo analogia com as palavras “o gato” e “a gata” por exemplo. Portanto, qualquer criança que não apresente nenhum déficit neurológico tem capacidade de adquirir a linguagem, não importando a hereditariedade ou a raça dessa criança; seja qual for sua nacionalidade, ela aprenderá a falar o idioma ao qual for exposta em seu meio. Muitos estudiosos denominam o período de maior aprendizagem para crianças, como “período crítico ou sensível”, devido à maturação de novas áreas cerebrais. É durante este período que há uma maior facilidade para as crianças desenvolver novas habilidades. E é para esse período também, que alguns estudiosos defendem o ensino de outro idioma para as crianças. Segundo estudos realizados nas universidades de Washington, Rochester e Oregon, nos Estados Unidos e do John Radcliffe Hospital, na Inglaterra, o cérebro de crianças que foram expostas a uma segunda língua antes da puberdade apresentava padrões de atividades cerebrais diferenciados. Segundo ainda esses estudos, até mesmo a linguagem de sinais só era perfeitamente dominada se o aprendizado tivesse ocorrido ainda na infância. O principal defensor do período crítico para aprendizagem de uma segunda língua foi o neurologista Eric H. Lenneberg (1921 – 1975). Em 1967, LENNEBERG publicou um livro intitulado Biological Foundations of Language, em que ele expunha e defendia sua teoria. De acordo com esta teoria, a idade crítica para o aprendizado de uma língua estrangeira, sem comprometimento neurológico, se estende dos 21 aos 36 meses; após esse período, essa capacidade vai diminuindo. Por volta dos 12 anos, a fluência só viria com muito esforço, e a gramática dessa segunda língua não seria perfeita. Outros neurofisiológicos confirmam a teoria de Lenneberg, variando um pouco o fator cronológico. Eles afirmam que a melhor idade para o aprendizado de línguas estrangeiras, numa situação artificial, se situa entre os quatro e os dez anos. Acreditam ainda que nesta fase o cérebro ainda é suficientemente maleável para permitir que a criança adquira outra língua com facilidade, além do fato de que a língua materna, por não estar ainda firmemente estruturada e fixada não ocasiona excessiva interferência no processo de aprendizagem. Por esse motivo, alguns defensores da teoria sobre uma idade crítica para o aprendizado de uma L2 defendem o ensino de uma Língua Estrangeira na infância, pois, na fase adulta, há vários fatores que podem influenciar negativamente a aprendizagem de um idioma. Dentre eles pode-se destacar a interferência da língua materna. É difícil encontrarmos estudantes adultos de uma língua estrangeira, qualquer que seja, que não apresente dificuldades na pronúncia ou na fluência do idioma que pretende aprender. SHÜTZ (2004), outro estudioso do período crítico na aprendizagem de uma segunda língua, afirma que a idade máxima para se aprender um novo idioma pode variar de pessoa para pessoa e principalmente depende do ambiente lingüístico em que a aprendizagem vai ocorrer. As limitações que começam a se manifestar a partir da puberdade são fundamentalmente de pronúncia. Após a leitura deste artigo, pode-se compreender mais claramente as contribuições que o ensino de uma L2, já na Educação Infantil, podem imprimir na criança. Se os pais desejam realmente que seu filho domine um outro idioma devem matriculá-lo o mais cedo possível em uma escola de idiomas ou em um curso especializado no ensino de línguas estrangeiras para crianças, a fim de evitar transtornos de pronúncia ou dificuldades de aprendizagem no idioma, que se pretende aprender. Contudo, os pais precisam estar atentos ao profissional que trabalhará com seu filho, seja este profissional professor de um curso particular ou de escola infantil, pois as possíveis falhas que este profissional apresentar na pronúncia das palavras serão internalizadas rapidamente pelas crianças. A procura a um bom curso e profissionais bem preparados são requisitos fundamentais para o sucesso da aprendizagem. BIBLIOGRAFIA González, Maria; PADILLA, Maria. Conhecimento Social e Desenvolvimento Moral nos Anos pré-escolares. In: COLL, César et al. Desenvolvimento Psicológico e Educação. Porto Alegre: Artmed, 1995. 165 – 177. SHUTZ, Ricardo. A idade e o aprendizado de línguas [on line] [s/d] [cited 20/08/2004] www.sk.com.br/skapre2.htm Ver Link na íntegra: http://www.psicopedagogia.com.br/artigos/artigo.asp?entrID=708

Internet como fonte vocabular de Língua Inglesa

Brilhante a animação abaixo, a qual pode ser trabalhada com alunos de Língua Inglesa, para a familiarização com os termos da internet, no uso de e-mails. Ex.:check, email, inbox, messages, read, important, star, spam, read, reply... E assim por diante. O importante é todo mundo se entender na linguagem cyber, certo?

Conscientização Ecológica

Linda imagem com mensagem em Inglês. Compartilhem com seus alunos:

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Acordo Ortográfico 2011

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou no último dia 25, em Lisboa, que o acordo ortográfico da língua portuguesa deverá estar implantado no Brasil até 2011. No início da 7.ª Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Fernando Haddad apontou o acordo como uma peça-chave da cooperação com os países africanos. "Estamos tendo conversas informais com grupos editoriais brasileiros, sobretudo os que trabalham com livros didáticos, prevendo um prazo de dois ou três anos (para a implementação do acordo)", disse o ministro. Segundo ele, a idéia é levar a consulta pública dentro de 30 dias a minuta do decreto presidencial sobre o acordo. "Pretendemos publicar esse decreto presidencial talvez ainda em setembro ou outubro", afirmou. O acordo consagra mudanças relativamente pequenas. Segundo os lingüistas que prepararam o acordo - Antônio Houaiss, pelo Brasil, e João Malaca Casteleiro, de Portugal -, 0,43% das palavras no Brasil e 1,42% em Portugal passarão por mudanças. O idioma português é o quinto mais falado do mundo, alcançando 200 milhões de pessoas. A comunidade lusófona é constituída por Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe (os cinco últimos na África) e por Macau, Timor Leste e Goa no Oriente, onde também esteve presente a colonização portuguesa. A existência de duas ortografias oficiais da língua portuguesa, a lusitana e a brasileira, tem sido considerada como amplamente prejudicial à integração intercontinental do português e para sua importância no mundo. Tal situação remonta a 1911, ano em que foi adotada, em Portugal, a primeira grande reforma ortográfica, mas que não foi extensiva ao Brasil. Conheça as principais alterações a implementar pela reforma ortográfica: Ref: Marília Mendes Por Amélia Hamze Colunista Brasil Escola Confira também http://www.brasilescola.com/acordo-ortografico/ Fonte: http://educador.brasilescola.com/trabalho-docente/principais-alteracoes-reforma-ortografica.htm

O poder semântico de transformar as sinalizações de rua.

Uma observação que venho fazendo dia a dia, sobretudo porque o Rio de Janeiro virou um canteiro de obras, é a questão da sinalização onde os profissionais trabalham. Normalmente, em outras épocas; quando a palavra "pista" não possuía uma significação pejorativa (Ex.: Beltrano está na pista. - sentido de estar "no meio da rua, do caminho etc..)Era muito comum visualizar nas ruas placas informativas contendo "ATENÇÃO! HOMENS NA PISTA". A expressão "estar na pista" foi uma verdadeira avalanche na linguagem de vários grupos sociais cariocas em virtude da expressão cultural nas mensagens do Funk, pois que até mesmo os falantes que exploram mais habilidosamente os níveis de linguagem também compraram a ideia. Se essa influência é má ou não, sinceramente, ainda não vi problemas para o nosso lindo vocabulário "amalandrado", muito menos para nossas "expressões descoladas". O que vale mesmo é a preocupação do professor em mostrar essa dinâmica semântica ao aluno e que por fim resvala no modelo de mundo de todos nós. O papel do professor é deixar o aluno ciente de que assim como o mundo é mutável a cada segundo, tudo o mais irá acompanhar e que com sua língua mãe não será diferente. Hoje, estar na pista é muito mais que estar trabalhando na mesma ou correndo risco de atropelamento. Essa significação tão rica nos concede outras interpretações. E sem preconceito, acredito eu, na condição de profissional de Línguas, que este fenômeno nada mais é que uma das maiores confirmações de que o jovem, o funk, a favela também são geradores de cultura no que tange registro de linguagem. E o mais curioso é que visualmente isso já é notório nas obras de rua, essa ampliação da semântica de "estar na pista" já aparece na mudança das sinalizações. Na minha opinião não sei exatamente se é preconceito linguístico, talvez uma maneira de não causar ambiguidade ao receptor, mas certamente com o intuito de não se cair no aspecto pejorativo da mensagem. A conclusão que tenho é que a sinalização também acompanhou esse processo usual da Língua, mas de maneira alguma, concordo com o preconceito. O que vale mesmo é a compreensão entre o locutor e interlocutor, e cada grupo falante sabe muito bem o que seu vocabulário representa mentalmente para a interpretação de mundo. Vejam as imagens e é bem nítida essa mudança visual por conta do fenômeno da comunicação.

CAMPOS LÉXICO-SEMÂNTICOS E O ENSINO DE VOCABULÁRIO DE SEGUNDA LÍNGUA

Belíssimo Artigo de Maira Coutinho Ferreira! Vale a pena conferir, colegas do ensino de segunda língua. Parabéns à cara colega autora do trabalho! http://www.revistaprolingua.com.br/wp-content/uploads/2010/01/campos-lexico-semanticos-e-o-ensino-de-vocabulario-de.pdf

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Meu rico Português, texto brilhante.

Leiam, o texto é fantástico. Foi utilizado na prova de seleção para professores de Português, Marinha do Brasil.

Meu rico Português Nenhum crime é cometido mais vezes no Brasil que o assassinato da língua portuguesa. A todo minuto, milhões de brasileiros – brancos, negros, amarelos, café-com-leite, quatrocentões ou montados em Manaus, pobres ou ricos, de todas as classes ou desclassificados – mutilam o nosso idioma, arrancando-lhe as pernas, ferindo-lhe os braços, apunhalando-lhe o peito ou matando-o por completo. Não só os criminosos são de todos os tipos mas também os meios de tortura e de extermínio: de viva voz, televisivo, radiofônico, impresso, telefônico e pela Internet. Já falei aqui outro dia do menas. Menas vem sendo utilizada cada vez mais, sem mais nem menas. Só não ouvi ainda alguém dizer qua a criança já aprendeu a fazer as contas de mais e de menas. Dei um pequeno exemplo, unzinho só, quando há uma profusa profusão deles. Do jeito que as coisas vão, não tardará muito para que ouçamos ou leiamos coisas deste tipo: “Após as reuniões do conselho que houveram nas últimas semanas, eu, na qualidade de presidente desta organização, e sempre enganjado no problema que enfrentamos, de falta de capacidade, atendimento ao público, venho comunicar oficialmente a decisão de construirmos mais uma ala. Quero abrir aqui um entre parentes: depois que eu truxe a área de produção para mais perta, as coisas já melhoraram, mas não o suficiente. As vantagens com a construção da nova ala serão enormas, pois, com a demora hoje existenta entre a chegada do cliente e o seu efetivo atendimento, a nossa imagem está meia comprometida. Com a nova ala, a equipe poderão tomar conhecimento dos problemas logo e tomar medidas também com menas demora. Ninguém mais será tratado como mendingo bem como a ninguém será dado qualquer previlégio. Temos a certeza de que, com isso, vai vim um dia em que praticamente não teremos mais estas defasagens hoje tão inconvenientas. Ainda não dá para mim precisar a data exata do início dessa construção, cujas primeiras idéias surgiram já fazem dois anos, mas garanto que seja bastante breva”. Parece exagero? Pois das dezessete aberrações acima, só inventei cinco; o resto, ouve-se. E é só olhar à nossa volta para vermos que estamos cercados de seje, esteje, chapéis, troféis, mas, porém, muita dó, degrais, asterísticos, parentes, eu tinha chego, ele tinha trago, se eu ver, tivemos uma perca, quiz, a nível de, puzemos, o meu óculos, atráz, atrazo, cuestão, encima, a telefonema, o clips e etc . , ad infinitum. Eu sôo só de pensar no que mais vão inventar.

Guilherme Nucci. A Gazeta, 20 de maio de 2003.

domingo, 26 de agosto de 2007

ABREVIAÇÃO DE DATA

Hoje, eu vim aqui para falar de uma coisa aparentemente "boba" e que é muito corriqueira nos escritos diários das pessoas. Porém, é muito importante que tal fato seja esclarecido a todos. O que se vê por aí, na hora de abreviar data em uma carta, documento etc. é a separação das informações através de barras. Ex.: A data de vinte oito de setembro de dois mil e seis, torna-se: 28/09/2006. Não é assim que vemos sempre??? Tal sistematização tornou-se tão convencional que qualquer pessoa, em seu trabalho, na escola, nos preenchimentos de qualquer documento, escreve dessa forma. No entanto, pessoal, vale a ressalva para desvelar o uso correto da abreviação de datas. A função básica da BARRA é expressar/sinalizar alternância de idéias ou informações. Uma espécie de dar ao leitor uma visão de OPÇÃO, ou "isso" ou "aquilo". Portanto, na hora de abreviar datas, essa forma não é aconselhável, conforme a NGB (Norma Gramatical Brasileira). O sinal correto para executar tal tarefa é o HÍFEN, que por sua vez carrega consigo a missão de encadeamento de idéias ou informações, ele serve para apresentar uma SEQÜÊNCIA de dados. Eis o dilema! Pois, não raro, é dessa forma que aprendemos desde nossa idade mais tenra, não é mesmo? Então, já que vocês leram essa dica, tentem acertar de hoje em diante. No lugar de 28/09/2006 Use: 28-09-2006. (é o correto e mais aconselhável) ACREDITEM! PARECE MENTIRA MAS NÃO É. Mesmo que os seus celulares apresentem a data entre barras, esqueçam! Mesmo que seus cadernos, fichários e blocos de anotações contenham aquele espaço de seguimento de barras para colocar a data, isso está errado! SABEM POR QUÊ??? Os fabricantes não estão interessados em saber sobre hífen ou barra, para que servem e como funcionam os sinais gráficos. Porque o único sinal pelo qual eles têm interesse é esse aqui: $. E de fato, eles sabem muito bem sobre o uso do mesmo.

Meu artigo no Congresso Nacional de Lingüística - UERJ

IX Congresso Nacional de Lingüística e Filologia
Em homenagem a Said Ali
Rio de Janeiro, 22 a 26 de agosto de 2005.
Instituto de Letras da UERJ

Artigo:
CONJUNÇÕES COORDENATIVAS: A CLASSE GRAMATICAL PELA ANÁLISE GLOBAL.

Agradecimentos à querida Professora Doutora Fátima Helena Azevedo de Oliveira, que foi minha orientadora. Ao Professor Doutor Claudio Cezar Henriques, cujo livro Sintaxe Portuguesa muito motivou minha pesquisa.

Prévia: Foi uma experiência única e desafiadora participar desse congresso. Lembro que eu estava nervosa, afinal só eu de "pequenina". Os demais colegas, todos de altas titulações, senti frio na barriga. Mas minha orientadora estava lá, apresentei meu artigo oralmente, tudo correu bem.

RESUMO
O presente trabalho acadêmico investiga as conjunções sob os aspectos semântico, sintático e morfológico, focados para a coordenação de orações. Em seguida, compara os pontos de vista dos gramáticos Bechara, Lima e Cunha, no que diz respeito às subdivisões das orações coordenadas sindéticas. Faz-se também, um contraponto com a abordagem de Henriques, uma vez que esta foi ponto de partida para o trabalho. No processo de análise, verifica-se uma divergência entre as abordagens dos autores supracitados bem como no consagrado pela Nomenclatura Gramatical Brasileira. Conclui-se que há uma necessidade da dissociação do valor semântico entre as orações coordenadas da classificação gramatical dos elementos que as unem.
Ver artigo completo:

Premiação e reconhecimento

Petrobras recebe prêmios por projetos sócio-ambientais.
Noticiado em 07-08-2006
A Associação de Dirigentes de Venda e Marketing do Brasil (ADVB/RJ) concede no dia 07/8 o prêmio Top Social 2006 para quatro projetos desenvolvidos ou patrocinados pela Petrobras. O evento, que ocorre às 19h no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, irá premiar os projetos 'Segurança Alimentar Indígena Guarani', 'Valorização da Terceira Idade', 'Estação Social' e 'Ação Afirmativa, Atitude Positiva: seu sonho é nossa luta'.
Destaque para o Projeto Estação Social, no qual fui atuante.
Estação Social
Voltado para os moradores da Cidade de Deus, o projeto tem como lema 'Incluir, integrar, formar, qualificar e profissionalizar'. Desenvolvido pelo INPP (Instituto Nacional de Desenvolvimento de Políticas Públicas), com o patrocínio da Petrobras, está modificando pouco a pouco a realidade de cerca de 600 jovens e adultos da localidade eternizada nas telas do cinema pela pobreza e violência, que tem uma população com renda média de R$ 440,00 e taxa de desemprego de 22,31%.

Cursos profissionalizantes levam os alunos a destinos diferentes do habitual. Cursos de aceleração de escolaridade, guia de turismo, secretariado, informática e instalações elétricas são oferecidos desde 2005, quando o projeto foi implementado, e estão ajudando a gerar renda, às vezes de imediato, para muitas famílias.

Entre as metas do projeto, estão: garantir que 75% dos alunos sejam encaminhados ao mercado, que 100% dos alunos tenham certificados de conclusão, fornecer 75% dos formandos dos cursos de capacitação ao mercado de trabalho e melhorar a auto-estima dos formandos. Para receberem a capacitação, os jovens devem ter o ensino fundamental concluído ou em fase de conclusão. Eles são selecionados por assistentes sociais, de acordo com o perfil do projeto. A partir daí, os aprovados passam por uma triagem com a equipe do "Estação Social", para detectar o perfil vocacional e as potencialidades individuais. As informações coletadas são, então, armazenadas em banco de dados organizado pelo projeto.

O projeto "Estação Social" já está com o patrocínio renovado até 2007. Ex-alunos do projeto podem ser encontrados em empresas como Eletrofon, Gated, SEG, Caesat, TBS, Tele Guard, Toniton e Instituto Nacional de Desenvolvimento de Polítcas Públicas.

link com texto integral: http://www.noticiaspetrobras.com.br/interna.asp?idioma=port&id_noticia=1830&nome=Social&id_editoria=13

Uma declaração de Amor

Declaração de amor Clarice Lispector
Esta é uma confissão de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de alerteza. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa do superficialismo.
Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado. Às vezes se assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la - como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, às vezes a galope.
Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo nas minhas mãos. E este desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar uma herança de língua já feita. Todos nós que escrevemos estamos fazendo do túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dê vida.
Essas dificuldades, nós as temos. Mas Não falei do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada. O que recebi de herança não me chega.
Se eu fosse muda, e também não pudesse escrever, e me perguntassem a que língua eu queria pertencer, eu diria: inglês, que é preciso e belo. Mas como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria mesmo era escrever em português. Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que a minha abordagem do português fosse virgem e límpida.